Educação

Redes Sociais e status, uma combinação perigosa para o bolso

Existe um grande mal que faz parte de nossa sociedade e que sempre se renova: a necessidade e a pressão para ter e ostentar cada vez mais. Se não bastasse ter, é necessário ter o melhor (mais caro e mais moderno) e, ainda por cima, exibir tais “conquistas”.

E que lugar é mais apropriado para tanta qualidade de vida artificial e ostentação do que as redes sociais? Navegando por determinados perfis, é clara a intenção de mostrar-se absolutamente diferente da realidade.

Só o ego pode te fazer uma pessoa pior

A verdade é que as redes sociais e a exposição característica de uma vida desejada serve como uma fuga da realidade, uma tentativa de diminuir o sofrimento com a vida real e seus inúmeros problemas e desafios.

Essa tentativa de fuga pode ser muito cruel, tanto para si como para os outros, já que alimenta a necessidade de ostentar, infla o ego e desperta inveja. O sapato, o carro e o celular novo que estão exibidos nas fotos não retratam, em boa parte dos casos, a real situação das pessoas.

Como acontece com muita gente e (quase um traço cultural por aqui), há nas redes sociais uma exploração da característica de não admitir as dificuldades, fingindo e se escondendo atrás de uma realidade que não existe. Alguém precisa pagar a conta (salgada!).

A educação financeira pode te fazer uma pessoa melhor

É simples: para manter um status artificial na Internet, muita gente acaba partindo para decisões precipitadas e que conduzem ao endividamento. Um bem de alto valor comprado sem reais condições, usando linhas de crédito com juros altos, é sinônimo de muitos problemas, e problemas bem reais, difíceis de resolver do lado de fora do monitor.

Dentro desse contexto, a educação financeira é grande aliada das pessoas porque age justamente no cerne do problema: só através do consumo consciente é possível construir uma relação duradoura e sustentável com as finanças. Ou seja, não se trata de dinheiro, mas de prioridades de vida e escolhas.

Via de regra, a ostentação demonstrada nas redes sócias mais prejudica que beneficia o indivíduo que opta por essa estratégia. Ao esconder uma realidade desagradável, isso acaba se tornando um problema difícil de admitir e enfrentar; é fácil acreditar na vida criada online e defendê-la, quando o certo seria lembrar do que acontece, de fato, no mundo real.

Porque, convenhamos, não somos apenas o que publicamos; somos quem somos. Redes sociais, no meu entender, são plataformas, ferramentas de comunicação e interatividade, não um trampolim para o Mundo Encantado dos Prazeres Realizados.

Fonte: https://dinheirama.com/blog/2019/01/22/redes-sociais-cuidado-status/”>https://dinheirama.com/blog/2019/01/22/redes-sociais-cuidado-status

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